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Arquiteta considera pontual proposta de mobilidade
Sábado, 26 de Janeiro de 2013 - 13:29 - Categoria: Geral
 

Mobilidade urbana foi um dos temas em destaque em Rio Preto nesta última semana. Alterações nas vias, comprometendo o fluxo de veículos na região norte, e a audiência pública para apresentar o plano de mobilidade local trouxeram novamente para o centro do debate questões urgentes. Delcimar Teodózio, doutora em Arquitetura e Urbanismo pela USP, professora de Projeto e Planejamento Urbano e coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIRP participou da  audiência pública promovida pela administração. Para ela, trata-se de um projeto pontual. Confira:


Quais temas importantes deixaram de ser abordados no Plano de Mobilidade apresentado pela administração municipal?

Teodózio - A administração municipal apresentou à população um projeto de melhoria do transporte público coletivo e de melhoria nas condições de vias utilizadas pelo automóvel. Estes projetos pontuais – que são pertinentes, que têm critérios técnicos e foram elaborados dentro dos recursos adquiridos do governo federal – são partes componentes de um plano. Para que São José do Rio Preto realize seu Plano de Mobilidade, é preciso atender a Lei Federal nº 12.587/2012, que determina, dentre outras diretrizes, a prioridade de pedestres e ciclistas sobre os veículos motorizados, assim como a prioridade dos ônibus sobre os automóveis e a integração entre os diversos modos e serviços de transporte urbano. A lei de Mobilidade Urbana está fundamentada no princípio de que todos os cidadãos sejam tratados de forma igual na utilização das vias públicas. Por isso, as calçadas devem ser acessíveis aos deficientes físicos e seguras, principalmente aos idosos; o serviço de transporte público coletivo deve ser eficiente, as ruas têm que ter espaço e fluidez ao automóvel e ao ônibus, além de rotas adequadas às bicicletas. Medidas como essas promovem a eficácia da circulação urbana, contribuem para baratear as viagens, economizam tempo de deslocamentos e ajudam na preservação do meio ambiente.

Portanto, os projetos apresentados pela administração municipal cumprem uma das etapas do plano de mobilidade, que ainda deverá abarcar toda a cidade. Contudo, creio que, na licitação realizada para promover a melhoria da frota, deveria ter sido incluído ônibus com abertura de portas dos dois lados (hoje é só do lado direito) e ar condicionado. Isso certamente tornaria o ônibus mais atraente nos dias de calor e permitiria a colocação de faixas exclusivas de ônibus do lado esquerdo das avenidas, deixando livres automóveis estacionados ou a circulação daqueles que entram nos edifícios.

 

Como desafogar o trânsito na área central, sem penalizar os bairros periféricos?

Há dois fatores relevantes a considerar sobre o trânsito na área central. O primeiro deles é que, de um lado, há o dinamismo do comércio e de serviços como pontos de atração e desenvolvimento da cidade; e, de outro, as ruas e avenidas da cidade que visam prioritariamente a circulação de automóveis e veículos de carga.

Nesse contexto, os demais meios de locomoção, tais como pedestres, ônibus e bicicletas, ajustam-se de forma desigual na circulação das vias públicas.

Explico: é difícil caminhar pelas calçadas da cidade, pois são estreitas, pouco (ou quase nada) arborizadas, cheias de desníveis e sem rampas de acessibilidade que atendam às normas técnicas. Os pontos de ônibus, em geral, não são cobertos e nem sinalizam rotas e horário das linhas. As bicicletas não são tratadas como meio de transporte, não havendo espaço seguro para sua circulação nas vias públicas. Neste cenário, dificilmente os cidadãos vão eleger outros meios de locomoção, senão o automóvel, para irem até o centro, perpetuando o trânsito lento que se agrava, atualmente, com a sinalização semafórica sem sincronismo. Os corredores exclusivos de ônibus propostos pela administração pública tendem a diminuir relativamente o tempo de viagem mas, para que o transporte público coletivo seja mais atraente em relação ao automóvel (apenas do ponto de vista físico, pois há a questão tarifária), os ônibus deveriam ter ar condicionado e os pontos de parada mais conforto.O segundo fator refere-se ao planejamento da cidade que sempre teve o sistema viário como indutor do desenvolvimento urbano, seguindo o mesmo modelo que prioriza o automóvel em detrimento às outras modalidades de mobilidade urbana.

Ao contrário deste modelo, a lei federal de Mobilidade Urbana tem como diretriz a prioridade de projetos de transporte público coletivo como estruturadores do território e indutores do desenvolvimento urbano integrado. Isto é, os corredores exclusivos de ônibus devem integrar aqueles edifícios que atraem muitas pessoas, tais como escolas, universidades, distritos industriais, estádios, shoppings, centros comerciais, hospitais, parques e áreas de lazer. Para isso, diversas rotas de ônibus poderiam evitar o centro da cidade. Esta forma de planejar a cidade auxilia para desafogar o trânsito da área central e promove o comércio e os serviços dos bairros, fazendo com que os deslocamentos até o centro sejam alternados.

 

Como introduzir o transporte alternativo em Rio Preto, uma das cidades com maior frota por habitantes de São Paulo?

Tenho como pressuposto que todos os meios de transporte deveriam ser alternativos. Se eu não quiser pedalar por vias cicláveis em um dia chuvoso, teria alternativa de tomar o ônibus ou dirigir o carro. Se o céu estiver convidativo e as calçadas arborizadas e bem iluminadas, teria alternativa de caminhar em qualquer horário até o escritório, o supermercado, a escola ou o cinema. Ao ir ao centro da cidade, a alternativa do ônibus poderia ser mais confortável, rápida, barata e menos poluente do que procurar uma vaga para estacionar o carro.

Se me desloco de outra cidade até Rio Preto, poderia ter a alternativa de estacionar meu carro em local seguro de um terminal intermodal de transporte e eleger o ônibus, a bicicleta ou o táxi para ir até o meu destino. Se a fluidez, o ar condicionado e a tarifa justa tornassem o ônibus o modal mais atraente para circular nesta cidade de calor intenso, então, não encontraria alternativa melhor. É assim que funciona em muitas cidades do mundo, independente do seu tamanho. E é assim que eu gostaria de me locomover em Rio Preto, com liberdade de escolha baseada no conforto e na segurança.

 
Tags:  PT, Dilma, deputado, Lula
 
 
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