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João Paulo Rillo
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ARTIGO: AS PESSOAS NÃO CABEM NO ORÇAMENTO DE EDINHO
Sábado, 30 de Dezembro de 2017 - 09:03 - Categoria: Geral
 

 


O prefeito Edinho Araújo termina seu primeiro ano de mandato com um objetivo revelado: a reprodução, em São José do Rio Preto, da receita nefasta de seu padrinho político e amigo Michel Temer. Dia após dia, o peemedebista daqui, assim como o de Brasília, lança ataques aos cidadãos em nome de uma ideologia excludente, em que as pessoas não têm espaço e tudo é permitido em nome de medidas recessivas. Corta, diminui e piora os serviços públicos, enquanto aumenta impostos e taxas.


Assim que chegou ao poder, Edinho começou um governo que em nada se assemelhava ao que apresentou em sua campanha. De cara, reajustou as tarifas de água em mais de 15% e dobrou o número de rio-pretenses que tiveram o fornecimento de água interrompido por falta de pagamento. Mas o principal devedor do Semae, cuja conta chega a R$ 3 milhõesnão teve seu fornecimento afetado. Porque apenas o cidadão comum é submetido à austeridade de Edinho e Temer.


Da mesma forma, atendeu rapidamente o pedido das empresas concessionárias e aumentou em 15% o valor das passagens do transporte público sem exigir as melhorias prometidas durante a campanha, como ar-condicionado e wi-fi nos veículos. Ao contrário, permitiu que fossem tirados de circulação 15 ônibus da frota, uma redução de 82 mil quilômetros rodados a cada mês. Menos ônibus, mais desconforto e passagens mais caras.


Na Saúde, mais cortes e insensibilidade. Edinho permitiu o fechamento do Ielar e mandou o secretário à Câmara avisar que, indiferente à mobilização dos moradores da região norte, a UPA do Santo Antônio será fechada na madrugada. Tudo para economizar R$ 100 mil mensais, custe o que custar. O grande projeto para Saúde, o questionado Poupatempo, deveria ser instalado até o final do ano em um shopping -  bem distante dos bairros onde a demanda pelos serviços do SUS é maior.


A intransigência do prefeito com os desvalidos é notória e se repete na incapacidade de encontrar uma solução para os 500 sem-teto da ocupação (João sugeriu) da Vila Itália.


Diante desse perfil, não chega a chocar que a secretária de Educação originalmente indicada por Edinho não tenha durado quatro meses. Todos os 500 anjos da guarda foram colocados na rua e as escolas municipais viraram alvo de vandalismo em série. Sem qualquer constrangimento pela falta de originalidade, Edinho ainda impõe aos alunos o velho drama da falta de uniforme, adicionando pitadas de crueldade ao entregar somente em agosto peças que tinham sido adquiridas pela administração anterior.


Os prejuízos para os rio-pretenses se estendem para além dos setores mais carentes. Para turbinar a arrecadação, Edinho alterou regras de cobrança do ISS (Imposto Sobre Serviços) para aumentar o recolhimento em R$ 24 milhões em 2018. Ao lado dos prestadores de serviço, empresários de tecnologia também receberam notícias desalentadoras vindas do governo. Edinho avisou que o Partec, ansiosamente aguardado, precisa de mais investimentos para entrar em funcionamento: coisa de mais uns R$ 20 milhões.


Enquanto reserva duras exigências para a maioria, o prefeito trata com benevolência certos nichos da sociedade. Sem maioria na Câmara, depende de toma lá dá cá para driblar chantagens e até uma comissão processante. Assim, oferece velório para um, funcionamento de igrejas perto de postos de combustíveis para outro e cargos para muitos. A operação garante a aprovação de quase tudo no Legislativo, principalmente de empréstimos de quase R$ 230 milhões, que vão elevar a dívida da Prefeitura em 104%, chegando a R$ 449 milhões.


Da mesma maneira, há gastos que passam batido pela austeridade que afeta quem não tem saúde, emprego, escola, teto. 


Como, por exemplo, o Trem Caipira, uma fixação do prefeito, inventado na sua gestão anterior, que já consumiu R$ 1 milhão e fez dois passeios em oito anos. Desde que retomou o cargo, Edinho gastou R$ 21 mil com serviços de técnico ferroviário, mais R$ 8 mil para transportar o trem dos trilhos para a garagem e abriu pregão de quase R$10 mil para compra de peças.



E apesar de ter usado e abusado do tema cultura em suas propagandas, na prática, Edinho fez com a cultura aquilo que todo gestor obtuso e burocrata faz, a deixou fora do eixo de desenvolvimento humano e social da cidade. Não reservou orçamento necessário para a pasta, deixando seus dirigentes e gestores da secretaria constrangidos frente a artistas e produtores da cidade.


Após estes meses de governo, dificilmente o bordão “Volta, Edinho”, usado à exaustão pelo então candidato durante a campanha eleitoral, conseguiria algum eco pela cidade.


Mas sempre é tempo de mudanças, espero e torço para que, em 2018, Edinho se afaste de Temer e de sua linha de austeridade contra o povo. Espero também que exerça sua autoridade e interrompa o projeto de desmonte do SUS iniciado pelo seu vice e repactue com a maioria dos moradores da cidade que o elegeu prefeito.

João Paulo Rillo
Tags:  rillo, joão paulo rillo , edinho araújo , são josé do rio preto , artigo
 
 
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